
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) promove, nesta sexta (30), o Dia Nacional de Conscientização Álcool Zero no Trânsito, quando intensifica a fiscalização de alcoolemia nas rodovias federais de todo o Brasil, a fim de coibir e identificar a presença de motorista que consumiram bebidas alcoólicas antes de assumir o volante. A ação será em conjunto com integrantes do Sistema Nacional de Trânsito (SNT), como Senatran, ANTT, Dnit, Detrans, DERs, e forças de segurança pública, como Polícias Militares, Polícias Civis, guardas municipais, entre outros.
A iniciativa da PRF decorre do impacto da associação entre álcool e direção nos índices de mortalidade no trânsito nas rodovias federais, nos estados e nos municípios. As estatísticas da PRF apontam que em 2025 o número de sinistros de trânsito provocados pela ingestão de álcool pelo condutor diminuíram em comparação com o ano anterior. No entanto, a letalidade foi maior. No ano passado, 223 pessoas morreram em rodovias federais nesses acidentes, outras 3.129 ficaram feridas.
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Ano |
Sinistros de trânsito – causa principal ingestão de álcool pelo condutor |
Mortes |
Feridos |
| 2024 | 3.854 | 194 | 3.108 |
| 2025 | 3.685 | 223 | 3.219 |
As estatísticas também mostram que a maioria dos sinistros de trânsito em que a causa principal foi ingestão de álcool pelo condutor em 2025 ocorreram aos sábados – 1.016 – domingos – 1.197 – e nos períodos da noite – 1.286 – e madrugada -1.019.
Em 2025, a Polícia Rodoviária Federal fez mais de 3,5 milhões de testes de alcoolemia e autuou mais de 7.900 motoristas por conduzirem veículos sob efeito de álcool, e outros 43 mil por recusarem o teste do etilômetro, média 51 flagrantes por dia, apenas em BRs. O motorista que se recusa a fazer o teste recebe as mesmas penalidades previstas para quem dirige sob efeito de álcool (multa, suspensão da CNH e retenção do veículo, entre outras).
Dados de segurança viária indicam que a condução sob influência de álcool está presente de forma recorrente em sinistros graves e fatais, contribuindo para uma alta taxa de letalidade e um elevado custo socioeconômico, principalmente em razão da perda de vidas, e os gastos com o de atendimentos das vítimas da violência no trânsito no sistema público de saúde.
Nesse contexto, a PRF entende que ações simultâneas, integradas e amplamente divulgadas potencializam o efeito preventivo da fiscalização, fortalecendo a mensagem institucional de intolerância à alcoolemia ao volante e contribuindo para a preservação de vidas.
Fonte: PRF.